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Olá Caminhantes!

Hoje preciso admitir que, ao ver que capítulo cobriríamos da obra de Cameron, comecei a rir. Recuperando o dinamismo: isso é TUDO que eu preciso recuperar.

Sabe quando você se sente paralisado e sem saber o que fazer (quando na verdade você sabe bem o que tem que fazer) mas não tem força para isso? Então. A autora dá nesse capítulo umas dicas para quem (como eu) está assim.

(Gente, deve ser o calor, só pode. Por mim eu ficaria 100% do tempo na horizontal, embaixo de um ventilador).

Mas embora o post seja sobre dinamismo, vou falar sobre produtividade (a gente vai chegar no mesmo lugar).

O que é produtividade para você, você já parou para pensar? Porque tem gente mega-ultra-produtiva, gente que fala muito e não produz nada, gente quietinha que faz muito e gente que parece não conseguir completar nada – e nem de longe esses tipos esgotam o que vemos por aí.

A produtividade tem significados diferentes em épocas diferentes de nossas vidas – por exemplo, produzimos mais entre os 25-45, menos depois dos 70 e aí vai (produzimos mais no inverno? Desconfio que sim). Mas dentro de um mesmo ano – ou do mesmo mês – nossa produção oscila. É sobre essas pequenas oscilações que falo aqui.

A problemática de produzir mais ou produzir menos é complexa. O que nos propulsiona e o que nos atravanca em uma empreitada? O que nos faz correr em direção a algo e arrastar os pés quando se trata de outra coisa? Como psicóloga sou fascinada pelos processos internos que literalmente nos seguram ou nos movem adiante sem que sequer saibamos. Uma terapia poderia revelar quais são esses gatilhos? Certamente. Mas com a vida dura dos dias de hoje, a gente prefere tentar descobrir sozinho.

Mas calma: essa descoberta pode levar tempo, e você precisa produzir (seja na escola ou no trabalho). A boa noticia é que existem pequenos truques para ativar a produtividade quando estamos paralisados. Quer conhecê-los?

 

1. Ofereça pequenos subornos a você mesmo

Ninguém quer terminar um projeto ( seja ele arrumar as gavetas do armário, organizar as fotos, terminar um livro, escrever aquele post para o blog, estudar para a prova) depois de um dia de estudo ou trabalho. A gente está quase habituado a postergar tudo no fim do dia. Mas e quando precisamos fazer algo? O que fazer quando não queremos fazer?

Bem, eu diria que a primeira coisa a fazer é fingir que a Netflix não existe. (Brincadeira. Talvez fingir que o Candy Crush não existe)

A consciência sempre pesa nessas horas. O livro precisa ser lido, a matéria estudada, as gavetas arrumadas. De onde arrumar vontade?

A dica da Cameron é: oferecendo a si mesmo algo que, de outra maneira, seria feito com culpa. Quando estiver precisando de uma forcinha, diga a si mesmo:

“Se eu finalizar ____________, eu me dou uma fatia de torta holandesa daquele café ali do lado.”

“Se eu escrever o post que estou devendo, me permito ver dois capítulos de Mindhunter.”

“Se eu estudar para a prova, vou dormir uma horinha a tarde sem culpa alguma.”

Ofereça o suborno e então ponha-se a trabalhar. Não ofereça algo que te fará mal: ofereça algo que você quer mas não está se dando ao luxo de ter. Quem decide o que dar é você (e eu não vejo isso nem como suborno, e sim uma troca justa). Ah, e seja divertido (a) ao se dar esse presente! Ao sairmos da toca estimulados a correr atrás do que queremos, acabamos nos mostrando mais curiosos para a tarefa e, consequentemente, mais dispostos a encarar a empreitada.

 

2. Dê o primeiro passo

A segunda dica que ela dá é: dê um passo na direção do que quer. Um pequeno passo. Pode ser mínimo, mas ele precisa te levar na direção do objetivo almejado. Quer arrumar todas as fotos da sala? Tire o primeiro álbum da estante e coloque-o em cima da mesa. Quer arrumar as gavetas? Tire uma de dentro do armário e coloque em um lugar bem visível do quarto. É tiro e queda: ao ver pela décima vez algo no lugar errado, você se sentirá impelido(a) a começar o projeto só para não ter que ver mais aquilo na sua frente.

Isso vale para projetos no papel, também. Muita gente tem vontade de escrever um livro, mas falta coragem para começar. Se você realmente quer escrever mas acha que não dá, use a técnica do Primeiro passo. Acorde alguns minutos mais cedo e escreva uma folha. Um parágrafo, que seja. Repita o passo no outro dia, ou durante a pausa do almoço. Deixe sempre o arquivo aberto. Carregue sempre a agendinha para anotar as ideias. Quando passar na frente do computador, depare-se com o que já escreveu. Com a folha n. 2 começada.

Temos a sensação de que um escritor só consegue escrever um livro se tiver tempo para isso, mas podemos, de grão em grão, encher um livro inteirinho. Isso vale para qualquer coisa na vida: nunca menospreze os passos de formiguinha!

 

3. Quebre em partes

Em complementação à dica n. 2, ando fazendo algo que tem dado certo pra mim. Eu andava desistindo de um monte de coisas porque estava vendo meus projetos como “grandes demais.” E por achá-los enormes, nem mesmo dava aquele primeiro passo para começar. Foi então que decidi “quebrar” alguns gigantes dentro da cabeça. Acontece que eu estava ficando super desestimulada para escrever, achando que um livro de 80.000 palavras me consumiria tempo demais. Eu não queria passar outros seis meses debruçada sobre um projeto: é trabalhoso, chatinho, cansativo. Mas ao mesmo tempo, seis meses se passavam e eu não tinha escrito nada, e minhas reticências acabavam prejudicando minha produção. Foi então que detectei o problema – eu estava considerando a coisa longe demais – e quebrei-o em micro passos. Oitenta mil é coisa à beça, mas duzentas palavrinhas, não. Passei a escrever uma página a cada dois dias. Um capítulo por semana. Enquanto isso, fui aplicando a técnica do quebra-quebra pra tudo: eu achava que nunca conseguiria voltar pro mercado (da minha profissão). Quebrei esse medo em partes: não vou voltar com tudo, eu só preciso colocar um dedo. E fui a uma palestra. E depois a um workshop. Aí conheci uma pessoa que me indicou outra. Essa outra me apresentou um projeto que estava precisando de gente. E daí a coisa deslanchou. O ritmo é lento, mas entre lento e ritmo algum, prefiro a lentidão. Dá tempo de pensar nas coisas, de escrever as dúvidas e achar respostas. E nesse ritmo lento incluo meus livros entre todos os outros projetos. O livro tá saindo, a carreira também.

Por isso, se você estiver produzindo pouco, reveja o modo como está vendo seus planos. Você pode estar paralisada pelo tamanho deles, ou simplesmente com preguiça, mesmo. De qualquer forma, tente sair da situação pensando nos motivos para estar assim.

Se tiverem métodos para recuperar o dinamismo, compartilhe aqui!

 

Abraços carinhosos,

 

 

 

 

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