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Voltei das férias, caminhantes!

E vocês, também descansaram nesse fim de ano/começo de ano novo ou precisam de férias das férias?

Essa passagem de ano foi muito significativa para mim. passei em Copacabana, ao lado da minha família, pensando muito nos rumos que o Caminho Interior está tomando. Eu preciso de coragem para fazer ele expandir, mas sou uma pessoa bem medrosa. Tenho medo que as coisas saiam errado. Que me envergonhe na frente dos outros. Que o que planejo com todo cuidado dê errado. Que eu quebre a cara.

Essa sou eu. Ou, como decidi enquanto via os fogos estourarem no minuto 0h00, essa era eu.

Não quero ser essa pessoa em 2018. Não quero carregar toda essa bagagem comigo. Se eu não tentar expandir o Caminho, me arrependerei. Se tentar e falhar, tentarei melhorar da próxima vez. Se tudo der errado, pelo menos terei tirado disso uma lição. Parece fácil falar, mas é bem difícil colocar em prática.

Mas decidi tentar, e isso é um enorme começo.

O passo 8 do livro da Cameron – Recuperando a alegria – tem um pouco a ver com o que decidi naquele minuto de céu colorido. Por que temos a mania de sempre achar que as coisas vão dar errado? Por que o “errado” toma proporções tão gigantescas na nossa cabeça? (Tipo, se eu falhar, vou acabar falindo. Vou ter que morar debaixo da ponte.)

A realidade nunca se mostra tão ruim quanto minhas previsões. Nem tudo dá certo, mas também não é assim. Meu ego vai doer? Se as coisas derem errado, certamente sim. Mas é só isso que vai sair machucado. Meu ego e nada mais.

Coisinha frágil, esse ego, não?

Nesse capítulo em especial a Julia fala também sobre como recuperamos nossos sonhos através da alegria. Quais são as minhas paixões? Os meus interesses? Quando precisei abandonar minhas ideias para caber nesse mundo que pede emprego, demanda pagamento de boletos, exige seriedade e disciplina? E por que trilho esse caminho com tanta sisudez?

Percebi, lendo até aqui, que meus medos estavam tingindo minhas alegrias com sentimentos que não combinavam com elas. Arrependimento, inveja de quem conseguia arriscar tudo, sensação de que é tarde demais, que alguém, poderá fazer melhor, que eu não vou conseguir. Gente, vocês já pararam para pensar em quantos sonhos deixamos para trás na estrada, por medo de darem errado? Quantos projetos não realizamos por que deduzimos que não poderia mesmo dar certo – mesmo antes de tentarmos?

Você às vezes pensa nisso também? Quantos sonhos você abandonou na sua trajetória?

Não sei o que me fez pensar sobre isso, mas acho que todos nós, no início do ano (ou no balanço do ano que se findou) nos perguntamos isso.

Quanto custa retornar e tentar recuperá-los? Será que custa mais que continuar andando e fingir que eles nunca existiram?

Muito difícil responder a essas perguntas, cada um sabe quantos quilômetros percorreu, e quão difícil foi essa caminhada. Mas essa pergunta geralmente nos coloca para pensar nessa época do ano. Talvez seja a hora de tentar respondê-la.

Bem, por hoje era isso. Um beijo e um feliz ano novo para todos nós!

 

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