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Oi, Caminhantes,

o post hoje é sobre humildade. Ele me deixou bem pensativa, e espero que deixe você também.

Frequentemente me pergunto em que momento a humildade deixou de ser uma virtude. Tenho às vezes a impressão de estar passeando (na vida, nas mídias, em todo lugar) em meio a um jardim de egos, caminhando com prudência para não pisar em alguns deles, inflados. Você também sente isso?

Parece que hoje em dia só existe quem se promove. Só faz sucesso quem se elogia com verborragia. Quem fala mais alto, mais, mais vezes (muitas vezes). O produto de quem se autopromove sai; o de quem não se promove, encalha.

Ai de mim, criada por uma família alemã discreta que costumava repetir: “Selbstlob stinkt” (auto-elogio fede); ai de todos que vêem por trás da batalha de egos discursos (e produtos) cada vez mais vazios de criatividade.

Não importa se hoje tenha ficado moderno se autopromover; não importa se você só faz dinheiro se fizer isso. A humildade precisa – precisará, um dia – ser uma lição a aprender.

O motivo? se você quiser continuar criando, precisa aprender a ser humilde.

O post de hoje é sobre isso: sobre como egos andam matando a criatividade.

Deve ser algo estruturalmente humano, esse esquecimento de como as coisas funcionam, mas a verdade é que sempre esquecemos que hoje surfamos na crista da onda (qualquer onda, mesmo uma marola), mas amanhã o mar pode virar uma piscina. Podemos achar equivocadamente que somos aquele que estava na crista da onda, e não nos reconhecermos mais quando o mar mudar. Faz sentido para você  que isso bloqueie a criação? Para mim, faz.

A falta de humildade, aponta Cameron, é o maior bloqueio à criatividade. Pense em alguns artistas que criaram obras fabulosas quando eram desconhecidos ou estavam no início da carreira. Lembrou de algum? Agora enumere aqueles que, depois que atingiram a fama, continuaram a criar produtos da mesma qualidade.

Eu sei que dois ou três nomes vieram à mente. Youtubers, artistas globais, cantores e muitos, muitos escritores.

-A humildade e abertura do iniciante levam à exploração. Exploração leva a realização. Tudo isso começa com o pequeno e assustador primeiro passo.-.png

Não sei se posso falar por todos, mas para a grande maioria, o ego virou uma pedra instransponível no caminho. Talvez não tenha sido nem o sucesso o que acabou bloqueando-os. Tenho certeza que a resposta para o bloqueio está no ego.

A grandiosidade do projeto (ou a fama, ou as vendas, etc)  transformaram criação e criador. O contato entre você (seu verdadeiro Eu) e o ego (o Eu que você mostra para o mundo) tornou-se raso.

O problema do ego é que ele não é você. Ainda assim, você pode acabar acreditando no que ele diz.

Quando você aprende a deixar o seu ego de lado, descobre que seus sonhos se tornam mais humildes. Parando de tentar ser perfeitos, começamos a progredir de verdade.”

 

Crescer faz parte da nossa natureza, mas assim que perdemos o contato com o chão – com nosso íntimo, nossa voz artística – nossas ações deixam de ser significativas, vindas desse Eu profundo que não é o ego. O resultado transparece em nossas obras, é inevitável.

Mas dá para reconectar com esse Eu interior? Claro que dá.

O problema é que o Ego vai reclamar

Assim que você tentar podar o ego (tornando-se humilde), ele reclamará. “Ele quer que sejamos especialistas,” diz Cameron. Que sejamos perfeitos, por que ele busca constantemente elogios e amor do próximo. O problema é que essa exigência nos paralisa como poucas coisas fazem. E um artista paralisado é algo triste e muitas vezes catastrófico.

“Para desbravar territórios, precisamos desmobilizar a necessidade de perfeição do ego. Temos que estar dispostos a ser humildes. A humildade nos proporciona o espírito leve de um iniciante. Ela nos traz a coragem para dar o primeiro passo – que vai nos fazer dar o próximo.” 

Esqueça o perfeccionismo

Da próxima vez que você disser que é perfeccionista e por isso ainda não escreveu aquele livro, publicou aquele capítulo ou arriscou naquele negócio, lembre que o “perfeccionismo é um rival, e não um aliado, da criatividade.” Se há paixão, não há porque esperar ficar perfeito. A perfeição virá da paixão.

Por causa do perfeccionismo deixamos de lançar um produto mais cedo, de arriscar ou agir  – no aguardo do produto/serviço perfeito. Só que o perfeccionismo é o oposto da criatividade. Aliás, não sei se já te disseram isso antes, mas a perfeição não existe.

É bom a gente se lembrar disso, de vez em quando.

Espero que o post tenha inspirado você!

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Com amor,

Assinatura Karina

 

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