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Bom dia, Caminhantes

Hoje o papo é sobre sinceridade e dúvidas.

“Uma das coisas mais empoderadoras que podemos fazer é conhecer – e expressar – nossas opiniões,” Cameron inicia assim o quinto capítulo. É muito fácil, no trabalho e na vida, nos autocensurarmos – no que pensamos ou fazemos – a fim de não mancharmos a nossa postura de alguém agradável, cooperativo e bondoso. Mas estamos sempre oscilando entre sermos /termos essa boa imagem e dizermos realmente o que pensamos. E assim vamos deixando de confrontar para não sermos odiados/criticados/vistos como imperfeitos.

Isso nos economiza brigas e dores de cabeça, mas é claro que traz um custo.

O problema não é medir as palavras (embora se expressadas excessivamente, tornam-se um problema). O problema é que não conseguimos desconectar quem somos de nossa arte. Expressamos nela – em nossos escritos, pinturas e dança – aquilo que expressamos na vida. O quanto de nossa polidez está sendo levada adiante em nosso trabalho? O quanto estamos deixando de expressar para não desagradar alguém?

Você já parou para pensar nisso?

Sinceridade

Levante a mão quem já não emitiu uma opinião “oficial” sobre um assunto quando, na verdade, sentia-se ou achava outra coisa, completamente diferente? (Eu, por exemplo, sempre digo que está tudo bem quando alguém se atrasa, mas na verdade eu sou a LOUCA do relógio e com exceção daquelas circunstâncias em que não temos poder sobre os eventos, jamais me atraso para nada.) Isso não importa muito quando acontece uma vez aqui, outra ali, mas se repetido, encontros podem se tornar um martírio, expectativas de reuniões podem produzir ansiedade  e atrasos podem até mesmo interferir na produtividade.

Para descobrir de que maneira estamos sendo polidos demais, a autora nos sugere um exercício. Pede que preenchamos as lacunas abaixo com toda a sinceridade:

  1. “No que diz respeito a _____________ , eu oficialmente me sinto  ________________ , mas na verdade me sinto ________________”

  2. “No que diz respeito a _____________ , eu oficialmente me sinto  ________________ , mas na verdade me sinto ________________”

  3. “No que diz respeito a_____________ , eu oficialmente me sinto  ________________ , mas na verdade me sinto ________________”

  4. “No que diz respeito a_____________ , eu oficialmente me sinto  ________________ , mas na verdade me sinto ________________”

 

Dúvida

Em um outro tópico sobre como recuperar a sinceridade, Cameron fala sobre a dúvida. Sobre como ela nos paralisa, e como sua origem está (na maior parte das vezes) em nossas mágoas e inseguranças do passado.

O autoquestionamento é um adversário poderosíssimo pra a arte, porque quando duvidamos de nós mesmos, acabamos nos voltando contra nossas própria intuição. “Ele [o autoquestionamento] também é um adversário ardiloso, porque porque conhece nosso calcanhar de aquiles melhor que nós mesmos. É importantíssimo aprender a desmobilizar essa voz e entender que os questionamentos que nos fazemos nem sempre estão certos.” (p. 119)

“Se estiver em dúvida não faça,” diz o ditado, mas isso é perigoso no caso de empreitadas criativas.” 

O ato de criar é o oposto do autoquestionamento, porque, ao embarcarmos em uma empreitada criativa, acordamos uma parte vulnerável da mente. Uma que acha que nunca devemos arriscar, e ficar sempre dentro da nossa zona de conforto.

Você se vê às vezes assim? Sente que ao decidir-se por algo novo, uma plateia interna (moradora barulhenta da sua cabeça) começa a opinar contra?

Estou passando no momento por isso. Nunca achei tanta objeção ao assunto como no momento em que decidi levá-lo adiante. Depois que li esse capítulo, comecei a me perguntar o quanto essa plateia tem razão. Será que tudo isso mesmo dará errado? Será que não há a chance de dar certo?

Enfim, espero que esse texto tenha vindo em boa hora para você também (ele certamente veio para mim).

Se arriscarem-se, não deixem de me contar ali embaixo! Histórias de coragem são inspiradoras e de muitas formas movem o mundo adiante.

Um abraço e até o próximo post!

 

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