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“Daqui a um ano você vai desejar ter começado hoje” – Karen Lamb

 

Então aqui estamos para o primeiro dos doze passos para recuperar a criatividade. Se você está chegando agora, recomendo que leia primeiro esse post aqui. Se você ainda não conhece o método da Julia Cameron para recuperação da criatividade, aí vai:

  1. Páginas matinais: Todos os dias pela manhã você escreverá três páginas (ou 20 minutos) sobre tudo e qualquer coisa que passar pela sua cabeça. O importante é que essa escrita seja rápida e sem preocupação com normas gramaticais de qualquer tipo. O intuito aqui é passar na frente do nosso censor interno para chegar ao lugar onde não pensamos;
  2. Programa artístico: a autora acredita que nossa criatividade vem de uma fonte esgotável. Ou seja: para continuar tendo ideias, precisamos “encher o reservatório” criativo com passeios, visitas a lugares significativos e eventos que nos despertem interesse. Esses passeios devem ser feitos sempre sozinhos;
  3. Caminhadas: ela sugere que caminhemos duas vezes por semana, por 20 minutos e sozinhos, para nos conectar com o mundo e com nossas ideias;
  4. Autobiografia: Nesse livro em particular ela sugere que escrevamos sobre a nossa vida, alegando que “caso se disponha a revisitar sua vida, ela há de se dispor a revisitar você.” (Essa é uma marca da autora: ela acredita que na vida recebemos de volta na mesma proporção em que damos. Eu, particularmente, concordo inteiramente com ela. Do senso de abundância surge a abundância, do senso de escassez surge a falta.)

Com isso fora do caminho, resta-nos entender o que ela propõe com o primeiro passo: recuperando o deslumbramento

Revivendo o deslumbramento de Infância

Segundo ela, nosso lado criativo é infantil. Ele é guiado pela admiração e está atento a novas experiências. Ainda se encanta com o ambiente que nos cerca, e tira grande prazer de descobrir pequenas coisas que aos olhos inocentes parecem inestimáveis tesouros. Com os anos a vida enterra essa capacidade de ver o mundo; enrijecemos e engrossamos nossa casca externa.

Mas ao se abrir para o mundo como o víamos antes de todo cinismo, todo desânimo e mau-humor, passamos a sentir novamente os mesmos impulsos inesperados de energia criativa. É a infância que guarda a resposta para as nossas verdadeiras e eternas paixões. É lá, bem no começo da vida, que pela primeira vez algo brilhou à distância e forjou o começo do que você , no presente, vê como sua verdadeira paixão. O que esse “algo” era?

Onde você morava?

Quem cuidava de você?

Qual é a sua primeira lembrança?

Qual era o seu livro favorito/ série de TV favorita?

Descreva o som que você associa ao estágio da vida. 

Descreva o o local onde costumava passar seu tempo

Que outras recordações do período você tem?

Se não fosse tarde demais, o que você faria?

Não é fácil descobrir a estrutura primária sobre a qual nossos interesses atuais se ergueram. Mas podemos tentar desenterrá-los. Pense a respeito disso durante a semana, e registre o que vier à mente nas páginas.

Sobre os cuidados que precisamos ter com o nosso censor interno

Para aquela vozinha negativa em nossa mente, qualquer pensamento original representa um perigo. Seu trabalho é nos manter seguros, na zona de conforto: a originalidade representa riscos. “O censor reserva os ataques mais violentos às ideias mais originais,” Cameron afirma. Portanto, ao começar qualquer projeto, fique atento(a) para o que vai dizer para se desanimar e não deixe isso acontecer.

 

Responda nessa primeira semana as perguntas acima, e deixe que as respostas cheguem também às páginas matinais. Receba os pensamentos positivos e recuse os negativos. Lembre-se que você está em uma jornada de renascimento criativo, e na bagagem não cabem mais as velhas fórmulas de antes.

Espero que o caminho lhe reserve surpresas incríveis <3

Com amor,

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