Queridos Caminhantes,

“É mágica a forma como as palavras, dispostas em uma ordem particular, saídas do coração, percorram veias e desçam até as pontas dos dedos tendo como destino outra pessoa”.

É assim que a reportagem do The Guardian começa: encantando.

Há muito sou fascinada por cartas. O hábito que elas criam; a proximidade que causam; o afeto envolvido em escrever, lacrar, selar e enviar. O tempo, hoje tão acelerado, nada pode contra elas. Elas seguem o fluxo das manadas: mão a mão, então máquinas sobre rodas. Descansam de noite, depois continuam a viagem, a pé, até chegar na sua morada. Que elas estejam escassas a deixam, pra mim, ainda mais valiosas. Que elas exijam um tipo de ritual que a vida não comporta mais as fazem ainda mais especiais.

Foi por isso que eu acabei me decidindo por fazer um mini curso gratuito sobre escrever cartas. Ele ainda não está em lugar algum, ele chegará para você, através da newsletter. Ele será simples como tudo que escrever envolve: um lápis, um pedaço de papel, vontade.

Cartas, vocês se lembrarão, trazem nossa voz interior à tona. Elas são um convite à reflexão. No entanto, ao contrário de outros tipos de cartas terapêuticas, não escreveremos para nós mesmos, nossos parentes, amigos ou algozes. Escreveremos para o céu. Para aquele ou aquilo que é maior que nós. Escreveremos atrás de orientação – e veremos como a orientação pode vir de dentro, de um lugar profundo e desconhecido.

Você pode chamar essa entidade maior de Deus. De Luz divina, De Mãe Terra. De Sabedoria Interior. Enfim, o nome que você dá ao que norteia seus caminhos é pessoal; mas é para ele(a) que escreveremos.

Dentro dessas cartas falaremos de nós. Da vida. Dos entes que partiram. Perguntaremos coisas que não temos coragem de perguntar para ninguém. Falaremos de nossas insatisfações. Eternizaremos dúvidas e receberemos respostas no papel. Tudo isso usando as mãos.

“As letras manuscritas são obras de arte tangíveis tão exclusivas quanto as suas impressões digitais: como seu DNA, suas letras pertencem a você.”

Esse tipo de escrita – uma das muitas escritas terapêuticas – é redentora, bonita, profunda e reflexiva. Ela traz esperança em dias mais bonitos.

Os e-mails virão todas as quartas-feiras. Primeiro a explicação, e depois a carta que deverá escrever. Para participar, basta estar cadastrado na newsletter.

 

Grande Beijo e até breve!

Com amor,

Karina

Fonte da matéria: https://www.theguardian.com/lifeandstyle/2017/dec/02/handwritten-letters-belong-to-you-like-your-dna?CMP=share_btn_tw

One Comment

  1. Graça Moulin-Reply
    novembro 13, 2019 at 12:42 am

    Karina, quero me inscrever. Não sei se este é o campo certo.

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