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Todo mundo tem uma história única pra contar. O que pouca gente sabe é que todo mundo tem a capacidade de contar essa história, e que contá-la tem um poder redentor. Afastar-se de si e observar os próprios pensamentos e sentimentos tem um efeito tremendo sobre nosso estado mental, e é por isso que escrever faz tão bem.

O fato é que nossos pensamentos não seguem uma ordem, uma linha clara e precisa. Na verdade, eles mais se parecem uma pintura expressionista: situações e reminiscências para todo lado, recortes do dia, pulos no passado, sentimentos sem nome, ansiedades diversas. Mas quando escrevemos algo muda. A escrita ajuda a rastrear os pensamentos e acalmar os sentimentos.

Quando usamos as mãos para escrever algo (e não o teclado) criamos uma conexão mente-corpo-espírito. A nossa experiência interna se conecta ao movimento do corpo, e essa união é libertadora.

Mantemos preocupações, medos e lembranças em nossos corpos. Quando usamos o corpo de maneiras positivas – como na dança, ou mesmo na relação sexual –  permanecemos no momento presente, habitamos nossos corpos e podemos nos curar. […] Escrever é um movimento pequeno que se torna incrivelmente poderoso quando você está escrevendo o que está na mente,” diz Elizabeth Sullivan, terapeuta familiar.

Ah, mas escrever não é para qualquer um“, você argumenta. “Não vai ficar bom“.

Para começar, escrever para si mesmo não precisa ser “bom” – só você irá julgar o que escreve, e você tem a opção de não se julgar. Segundo, a escrita que sugerimos aqui – escrita livre, poesia e cartas –  não precisa ser mega elaborada (melhor que não seja!) . Para ela ser eficiente, basta conectar-se aos sentimentos.

Abaixo estão três tipos de escrita excelentes para quem está começando a rabiscar suas ideias. Pegue sua caneta preferida, abra em uma página branquinha e vamos lá!

  1. Escrita livre

A escrita livre é simplesmente escrever o que está passando em sua mente. É deixar sair tudo sem se auto censurar. Falou com alguém ao telefone? Escreva. Lembrou-se de um evento ano passado? Escreva. Levou uma bronca do chefe? Escreva. Quanto mais escrevemos, mais vamos tendo ideias do que escrever. Não se preocupe se a princípio você escrever coisas aparentemente desinteressantes. O conteúdo interessante aparece depois que exercitamos um pouco a mão e baixamos a guarda. Aí sim os pensamentos e sentimentos virão com tudo. Aproveite e registre cada um deles!

  1. Arriscar-se na poesia

A poesia é uma medicina natural; é como uma tintura homeopática derivada do próprio material da vida: sua experiência “, escreve John Fox no livro Medicina Poética: a arte curativa do poema. Escrever poesia é uma ótima maneira de colocar para fora angústias e preocupações. Ela nos ajuda a dar formato à vida, a segurar instantes entre as mãos. Para fazer poesia, no entanto, ninguém precisa ser profissional: basta colocar a mente racional de lado e deixar a emoção falar. Escreva palavras aleatórias que registre seus sentimentos, depois rearranje-as  em frases curtas lado a lado. Não se deixe intimidar pela forma: lembre-se que esta escrita é para você.

  1. Escreva uma carta

Cartas são uma maneira fabulosa de conversar com o mundo. Escrevê-las invoca nossos sentimentos mais verdadeiros, e nelas vemos verdades sobre nós que de outra forma não veríamos. Escreva cartas para quem quiser: um ente querido, alguém do seu passado, uma pessoa com quem você não conversa mais. Mas atenção: não envie essas cartas. O objetivo de escrevê-las é terapêutico, é para conseguir uma visão mais clara dos próprios pensamentos e sentimentos. Enviá-las pode não ser a melhor ideia, por isso reflita muito antes de entregá-las a alguém.

 

Espero que essas três modalidades tenham inspirado você a se arriscar. O segredo dessas três formas (e o que as torna terapêuticas) é a verdade embutida entre as linhas. É a sua intenção que fará você se sentir melhor depois de escrever.

 

Se já tentou alguma dessas modalidades antes, conte-nos como foi!

 

Paz e bem,

 

 

Post inspirado na página: psychcentral.com/blog/archives/2015/01/19/the-power-of-writing-3-types-of-therapeutic-writing/

 

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